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Por que você deveria desenhar Jesus Cristo
A relação de um desenho com o discipulado cristão.

Escrito por Robson Lampert

“Quem? Eu? Só sei desenhar o homem palito.”

Eu já ouvi essa frase diversas vezes e é muito provável que ela tenha passado em sua mente ao ler o título desse artigo.

Mas estou falando sério.

Você já viu essa pintura de Jesus Cristo quantas vezes?

Cem vezes? Mil?

Mesmo que esta seja a primeira vez, precisa reconhecer que é uma obra prima.

Em uma entrevista, perguntaram ao artista que criou esse quadro (Del Parson) se ele poderia dar um conselho à artistas que desejavam retratar o Salvador.

Ele disse:

“Eu diria que você precisa ser habilidoso. Eu acho que eu demorei dez anos para começar a pintar retratos de Jesus Cristo… Eu me sinto mal por dizer isso, mas seria terrível pintar um retrato de Jesus que fique ruim. Eu acho que é um assunto sagrado e você tem que tomar cuidado.”

Sabe, eu discordo um pouco.

Dê uma olhada nos quadros abaixo:

    Todos esses quadros estavam entre os vencedores dos concursos internacionais de arte da Igreja
    Eles retratam o que os artistas sentem a respeito do Salvador.

    Tudo bem, eu entendo que o irmão Parson estava se referindo à retratos realistas de Jesus Cristo.

    Mas desenhar o Salvador de sua própria maneira, pode mudar a forma que você encara o discipulado.

    A minha experiência foi a seguinte.

    Quando eu era criança eu passava as manhãs assistindo a TV Globinho e desenhando o Goku em meu caderno de artes.

    Mas conforme eu crescia, meu caderno era aberto cada vez menos.

    Em 2014, eu decidi entrar na campanha de natal #EleéoPresente e tirei a poeira de meu caderno de artes para fazer um desenho para postar no Facebook junto com o vídeo da campanha:

    Não deu muito certo não.

    Eu tentei fazer um retrato do Salvador, e foi um desastre. Até mesmo comecei a concordar com Del Parson.

    Mas eu comecei de novo.

    Usando uma imagem dos Vídeos da Bíblia como referência eu tentei fazer algo parecido.

    Quando começou a parecer algo satisfatório eu decidi pintar o fundo de preto e estraguei tudo.

    Tentei apagar o fundo e ficou uma marca cinza em volta do retrato.

    Então, tive a ideia de usar aquele tom de cinza para dar um efeito de luz em volta do Salvador.

    E esse foi o resultado, para minha surpresa:

    “Mas o que isso tem a ver com o discipulado?”

    Em minha experiência aprendi que o resultado final vem de um processo bem trabalhoso que teve muitos erros.

    Da mesma forma que eu tirei a poeira do meu caderno de desenho, o Salvador sempre vai estar lá quando você decidir tirar a poeira de sua vida.

    Da mesma forma que minha primeira tentativa foi um desastre, o Salvador sempre vai poder te ajudar a começar sua vida do zero.

    Da mesma forma que tive que usar uma imagem como referência, você precisa conhecer o Salvador para melhor segui-lo.

    Da mesma forma que tive que apagar um erro tolo, o Salvador te dá a oportunidade de apagar esses erros semanalmente.

    Da mesma forma que eu fui inspirado a usar as marcas daquele erro para dar contraste à luz do Salvador, Ele vai fazer com que as marcas de sua vida sejam substituídas pela alegria do arrependimento.

    Em nossa busca para ser como Ele é, nosso Salvador está conosco cada passo do caminho.

    Dessa forma, podemos fazer de nossa vida um retrato que, apesar de simples e imperfeito, seja nossa melhor representação de nosso discipulado.

    Publicado originalmente no site robsonlampert.com

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